28.3.11

O fim do Frango com Banana

Não aprendemos nas aulas de História aquele negócio de ascensão, apogeu e queda? Pois é chegada a hora de aplicar esse conhecimento no Frango com Banana. Muitos já notaram que o Frango andava bem devagar, moribundo até. E daí que hoje resolvemos deixar o coitado descansar. Nem sei como dizer isso, mas queria dizer que, depois de quase 4 anos e meio, depois de 1.297 postagens, o Frango subiu no telhado.

Mas nem é preciso armar o chororô porque ele vai continuar vivo no limbo cibernético. E eu e a Fran também estaremos por aqui, atendendo em novo endereço. A Fran fala de gastronomia, decor, moda e afins no COOK AND MOOD. Eu também estou cantando de galo em outro lugar, armei meu puxadinho no CANTANDO DE GALLO.

Esperamos vocês lá.
Muito obrigada pelos comentários, pelo carinho e pela preferência.
Bjão.

Frango com Banana
05-10-2006
28-03-2011

* Para um frangote despretensioso, viveu é muito, vai?

15.3.11

Frango global com molho de ameixa

A Carol é daquelas amigas que sempre disse que iria mandar uma colaboração para o Frango. Foi preciso esperar 4 anos e meio para ela, enfim, cumprir o trato. Mas, para se redimir ela caprichou: mandou receita de entrada, salada, prato principal e birita! Prendada? Que nada! O cardápio foi servido em um jantar, segundo ela espetaculoso, que rolou na casa de uma outra jornalista do Globo, onde Carol escreve sobre esporte (manja tudo sobre, aliás). O trio global - Carol, Leila e Márcia - começou o encontro com vinho rosé e acabou com gin tônica com e pepino, às 6 da matina. Rendeu bem a pauta hein, meninas?!
A entrada da Leila é daquelas simples e saborosas, para se guardar na manga: canapé de rosbife com uma rodela de picles e mostarda preta e a salada de folhas (agrião e rúcula) com laranja bahia, cebola roxa, amêndoas em lascas torradas e passas. A estrela da noite foi o frango com iogurte e molho de ameixa.
O que usar:
- 8 peças de frango (peito ou sobrecoxas);
- 2 potes de iogurte natural;
- 4 dentes de alho;
- 1 limão;
- 1 col. (chá) de canela;
- sal e pimenta.

Como fazer:
Temperar as peças de frango com sal e pimenta e deixar marinar por uma noite na mistura de iogurte, alhos esmagados, suco de limão e canela. Grelhe na chapa quente sem remover o iogurte da superfície (somente o
excesso) até formar uma fina crosta queimada. Baixe o fogo e deixe cozinhar até o ponto (sem deixar secar!).
Dica: prepare o frango enquanto o molho esfria um pouco.

Para o molho:
- 4 ameixas maduras;
- 1 punhado de ameixas secas;
- 2 col. de açúcar mascavo;
- 5 col. de vinagre tinto;
- 5 col. de água;
- 2 dentes de alho;
- ervas a gosto (sugestão: menta e alecrim)

Como fazer:
Pique as ameixas grosseiramente e remova o caroço. Coloque todos os ingredientes do molho, exceto ervas, em uma panela e traga até uma fervura. Baixe o fogo e deixe cozinhar por meia hora. Bata a mistura
no processador até ficar com consistência de um purê, acrescente as ervas, picadas grosseiramente, para dar sabor, e deixe esfriar.

Para acompanhar, acompanhamento ideal: cuzcuz marroquino com amêndoas torradas, pistache e frutos secos picados. (Aqui uma receita com o passo-a-passo facílimo, é só trocar os ingredientes).
A birita da noite é receita do Pereira, barman do SubAstor, bar da Vila Madalena premiado por seus drinks, onde o trio bate ponto semanalmente. Gin, água tônica e rodelas bem finas de pepino. "O Pereira é um maestro e a receita é incrível!", diz Carol. E alguém é capaz de contestar uma global?

5.3.11

Você viu o cabeção por aí?

"Chegou a Turma do Funil!
Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto.
HA-HA-HA-HA. Mas ninguém dorme no ponto.
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos "

Por muitos anos eu cantei essa música até ficar rouca (muda, na verdade). A minha turma sempre fez fantasia, passávamos semanas confeccionando, pintando, costurando - e bebendo. O marido, por sua vez, fazia cabeções de espuma que eram um sucesso no salão.

Este ano, animados com a Banda do Bonde, que percorre as ruas da cidade com um bonde vermelho e uma banda de metais tocando marchinhas, a minha casa virou um mini-barracão de escola de samba. Em uma semana, o marido e tio Felipe fizeram um cabeção de papietagem, técnica que usa papel e cola branca. Olha o passa-a-passo que bacana. Quem quiser fazer um cabeção para o carnaval, ainda é tempo!
Primeiro de tudo é preciso fazer a estrutura do cabeção com arame. É tudo no olho mesmo. Eles imaginaram o pescoço, o queixo, a cabeça, o boné e foram fazendo círculos de arames e "amarrando" uns aos outros. Depois veio o nariz.
Com um monte de jornal picado (matérias de muitos ex-colegas. Valeu, gente!) e cola branca, fomos cobrindo a estrutura de ferro. Confesso, parece que não vai dar certo, mas dá! Colamos jornal por dentro, por fora, por cima, lambuzamos de cola...
Quando a cola secou, o cabeção já estava bem estruturado. Daí demos uma demão de esmalte fosco branco para esconder o jornal (e os textos incríveis dos colegas de redação. Valeu, gente!).
Ó que beleza! O cabeção estava pronto para o marido e o tio Felipe soltarem a criatividade. Como vamos atrás do bonde, a ideia foi fazer o motorista do bonde. Aqui em Tatuí quem dirige o bonde é um dos seus idealizadores, o cenógrafo Jaime Pinheiro. Outro fundador do bonde, o Lagartixa, comanda a banda.
Com o desenho riscado, pintamos de cor da pele o nosso motorista de bonde com o cuidado de deixar o fundo do olho branco. O cabelo preto e o chapéu marrom. Sobrancelha, boca. Com canetinha contornamos os olhos e fizemos a orelha. Para dar charme extra, fizemos de papelão os óculos. Cada um com seu estilo, claro. Por último, os furinhos no pescoço para eles enxergarem a avenida!
E cá estão. O motorista e o cobrador do Bonde. Depois mostro como foi a farra. Agora deixa eu preparar meu saquinho de confete que, se eu perder esse bonde, que sai agora às 16 horas, só amanhã de manhã. Fui!

3.3.11

Calabresa com purê de mandioquinha

Todo mundo tem aquele prato emocional, que remete à infância, à casa da mãe. Para uns é o pudim, para outros, o feijão fresquinho. O meu é essa dupla aí de cima, purê de mandioquinha com calabresa com cebola e tomate em pedaços. Eu simplesmente amo purê de mandioquinha, coisa mais delicada e gostosa! Essa mistura "de mãe" é fácil, fácil de se fazer e vai muito bem acompanhada com preguiça e dias de chuva.

O que usar:
- 2 calabresas;
- 6 tomates bem maduros;
- 1 cebola grande cortada em pétalas;
- molho de tomate (opcional);

Como fazer:
Retire a pele da calabresa e a corte no comprimento para depois fatiá-la. Emuma panela com bem pouco óleo, dê uma leve dourada na calabresa. Em seguida, acrescente a cebola em pétalas. Quando a cebola começar a murchar, os tomates maduros em cubinhos. Se preciso, acrescente um pouco de água. Eu não costumo cozinhar por muito tempo, para que a cebola fique levemente crocante e não se desmanche.

Para fazer o purê de mandioquinha não é preciso também muita habilidade. Amasse a mandioquinha cozida. Derreta uma colher de manteiga e acrescente a mandioquinha. Misture, coloque sal e um pouco de leite até dar o ponto. Parmesão ralado também cai bem.

28.2.11

Guerra das Paçocas: Paçoquita X Amor

Não precisa ser época de São João para eu comprar paçoquinha, eu amo! Mas daí, no aniversário da Lorena, eu quis comprar uma paçoquinha "design", a Amor. Se ela tem até mesinha de centro sinal que é bacana. Mas como só achei 1 caixa no mercado, tive de complementar a lembrancinha com a Paçoquita, que é a que eu sempre compro. Com as duas em casa, decidi fazer uma degustação junina, fora de época, para saber qual era melhor (na minha opinião, obviamente). Comi um pedacinho de uma, da outra, de uma, da outra... Eis minhas anotações dessa importante análise empírica. 

A começar pela textura, a Paçoquita se saiu bem melhor. Além de ser mais marronzinha, ela é muito mais saborosa e não se desmancha como a Amor. A Amor é do tipo branquela e até mais doce que a Paçoquita, mas não tem a crocância da Paçoquita. A Paçoquita parece ter pedacinhos de amendoim e a Amor não. E o custo-benefício da Paçoquita é muito melhor. Uma caixa com 50 unidades custa cerca de R$ 12 e uma caixa da Amor de 30 unidades custa, em média, R$ 15! Para mim, com design bacana ou sem, é Paçoquita! A conclusão final? É triste, mas nem sempre o Amor vence.

27.2.11

Brigadeiro Bistrô

Não é difícil saber do que se trata o Bigadeiro Bistrô... Conheci a unidade do Shopping Villa Lobos e, por sorte, as donas estavam lá. Fernanda e Michele, irmãs e donas da marca, resolveram se profissionalizar depois de tanto pedirem encomendas do doce para Fernanda. A loja é uma graça, parece mesmo um bistrô, com decoração toda de poá laranja e móveis românticos. Destaque para as caçarolas coloridas com fundo de espelho penduradas na parede, um charme! E, na vitrine, só tentações! Lá você vai encontrar mais de 30 tipos de brigadeiro, todos feitos com chocolates belga ou francês. Além do formato tradicional, há brigadeiro de colher ou em bisnaga, uma super novidade, para ser degustada goela abaixo! Para presentes há ainda caixas lindas.
Os mais ponderados podem espremer a bisnaga em uma colher...
 Dica de presente, bisnagas de brigadeiro. Difícil não agradar.
Os potinhos de brigadeiro vêm com lacinhos e uma colherzinha.
 Uma lousa exemplifica o cardápio e dá charme extra ao ambiente.
Na vitrine, um móvel turquesa romântico chama atenção.
*O Brigadeiro Bistrô fica no Shopping Villa Lobos. Há outra unidade no Shopping Vila Olímpia.

25.2.11

Molhos para peixes

Não à toa o Frango está monotemático essa semana: praia e peixe; peixe e praia. Com esse sol não dá mesmo para pensar em outra coisa. Aqui, mais duas opções de molhos para serem servidos com peixes. Eles podem acompanhar aquele salmão - ou o peixe que você quiser. Molho de alcaparras e champignon da Paty e molho de ervas Erick Jacquin... Aproveite que o sol continua forte e o fim de semana bate à porta.

Molho de alcaparras e champignons
O que usar:
- 1 tablete de manteiga com sal;
- 1 vidro de alcaparras escorridas;
- 200 g de champignon fatiado;
- suco de 1 limão;
- 50 ml de água;

Como fazer:
Derreta a manteiga e acrescente os outros ingredientes. Depois vem a parte complicada: esparramar o molho por cima do peixe....
Molho de ervas Erick Jacquin
O que usar:
- 250 ml de caldo de legumes;
- 2 tabletes (200 g) de manteiga com sal;
- 4 cabeças de alho esmagadas;
- 10 g de ervas (tomilho, alecrim, hortelã, manjericão);
- 200 ml de creme de leite;

Como fazer:
Derreta a manteiga e frite o alho. Acrescente as ervas, o caldo e o creme de leite. Tome cuidado para não ficar grosso, deve ser um molho bem fluido. (Pelo "fluído" dá para perceber que a receita tem pedigree, não?)

24.2.11

Borrachudo, Ilhabela

Que lugar você encontraria um alemão chamado Martim, otorrinolaringologista e velejador que, nas horas vagas, adora fazer esculturas de sucata? Ilhabela! Quem conhece a ilha sabe que gringo (e gente figura) é o que não falta por lá. Lá também tem muito... borrachudo! Tanto que a lanchonete mais famosa de lá é a Borrachudo Sanduicheria. Sanduicheria há pouco tempo, diga-se, quando foi reformada e ficou bem arrumadinha.

A "sanduicheria" fica na Vila de Ilhabela, bem de esquina de frente para o pier e, no fim da tarde, tem um por do sol lindo. Além dos sanduíches tradicionais, agora eles criaram uma linha de carnes especiais (a partir de R$ 15), como o Pic Burger, de picanha. Eu sou fã do suco de pitanga de lá e do x-salada, que sai por R$ 9.
Acima, o x-salada, que vai bem acompanhado de mostarda Berna (delícia!). E, abaixo, o borrachudo do alemão Martim, que mora e trabalha na ilha e que, nas horas vagas, faz esculturas com peças de motocicletas, janelas, portões, aparadores, numa serralheria que tem na garagem de casa. Uma das muitas figuras de lá!
* Dica e texto da irmã Gabi, aquela que adora praia.

23.2.11

Namarry, Ilhabela

Tem gente que gosta de praia, tem gente que ama praia. A minha irmã Gabi se encaixa nessas duas opções. Por isso, há alguns anos ela decidiu se mudar para o litoral. Mora e trabalha no Guarujá, mas como ela AMA praia, então, não contente, ela costuma passar os finais de semana em outra praia, Ilhabela. De lá ela trouxe essa dica, o restaurante Namarry para aqueles, que, como eu, fogem da badalação da ilha.

Enquanto o sul de Ilhabela é lugar de badalação, o norte é a área mais tranquila, bucólica até. O restaurante Namarry fica no Porto das Furnas, entre a praia da Pacuíba e a praia do Jabaquara. O asfalto vai um pouco além da praia da Armação e, depois, são 7 quilômetros de terra até a praia do Jabaquara. A estrada é bem estreita em alguns pontos, mas dá pra ir tranquilo, com exceção de dias de chuva quando fica impraticável para veículos comuns.

O lugar é lindo, os donos (Marry e Marco) uma simpatia e a comida é caseira e deliciosa. Tem também porções de lula, camarão e peixe, além de cerveja bem gelada e outros drinks.
Conheci a Marry por meio de uma amiga, a Marta. Marry é mineira, criada na Ilhabela, mas morou muitos anos em Buenos Aires, onde conheceu o marido, Marco, que é argentino.

O restaurante é a casa deles também e está há muito tempo em construção. No salão tem até um mural com fotos do começo das obras, se é que podemos chamar de obras uma tapera de bambu coberta com folhas de coqueiro. Nessa tapera eles moraram por um ano até construir parte da casa e assim foram aos poucos. Afinal, paraíso não é viver com seu amor em uma tapera em uma praia deserta?

Nos 10 anos que tenho frequentado a Ilha, já vi o restaurante em várias fases e agora eles ampliaram e ficou muito lindo, a vista é o máximo. Vale a pena fazer um pit stop lá.
O preço é justo, considerando o isolamento, a falta de energia elétrica, etc. O PF sai por R$ 20 e a cerveja (gelada no gelo) é famosa por aquelas bandas. Ah, a vista é de graça e convém levar repelente. Nem tudo é perfeito no paraíso...

22.2.11

Wishlist

Pirei nessas geladeiras que a Brastemp irá lançar, preciso de uma amarela agora para combinar com minha futura batedeira kitchenaid, da mesma cor!! E vocês gostaram?

21.2.11

Salmão com camarões e caju


Já havia comprado aqueles cajus e não sabia ao certo como usá-los. Foi então vi a foto de um prato em uma revista, cajus assados com pescada branca. Não segui a receita, mas também decidi levá-los ao forno, com um belo salmão. Ficou divino.

O que usar:
Para 6 pessoas
- 1,5 kg de salmão;
- 1 kg de camarão GG;
- 6 cajus
- alcaparras;
-2 tomates;
- azeite;
- manteiga;
- 2 limões;
- 2 dentes de alho;
- sal e pimenta do reino a gosto;
- caldo de camarão;

Como fazer:
Faça uma marinada com o limão, alho, sal e pimenta, e cubra o salmão por, no mínimo, 1 hora. Limpe os camarões e ferva durante 1 minuto no caldo também de camarão, escorra e separe-os.
Retire o salmão da marinada e coloque-o em um refratário sobre rodelas de tomate. Acrescente azeite, os cajus, cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido. Após 25 minutos retire o alumínio e deixe dourar por mais uns 20 minutos.
Enquanto isso, coloque um fio de azeite numa frigideira e frite os camarões rapidamente, temperando-os com sal, pimenta do reino e alcaparras. Quando o salmão estiver pronto, jogue os camarões por cima.
Sirva imediatamente acompanhado do molho de caju.

Molho de caju


Para acompanhar o salmão com caju e camarões, fiz uma calda da fruta. Meio de olho, meio na experiência, mas ficou bom demais. Recomendo.

O que usar:
- manteiga;
- cebola;
- alho;
- 1 dose de cachaça;
- suco de caju concentrado (400 ml);
- farinha de trigo;
- 1/2 xícara de leite;
- sal e pimenta do reino;

Como fazer:
Doure a cebola e o alho na manteiga. Coloque a cachaça e flambe. Acrescente o suco de caju e o leite com pouca farinha de trigo. Deixe ferver e espessar. Coloque sal e pimenta a gosto.

18.2.11

Festa baiana - A lembrancinha

Difícil não cair na tentação de encher um saco com balas e chicletes. É fácil, prático e é o que eles adoram mesmo. Mas para entrar no clima da festa baiana, no aniversário da Lorena eu inventei um saquinho de renda. Comprei 2 metros da "renda" mais barata, pedi para uma costureira fazer os saquinhos e coloquei cocadinha, bananinha e paçoquinha. Também criei um kit colar Filhos de Gandhy, como o que a Lorena usou. Miçangões azuis e brancas e um fio para cada um fazer o seu em casa. O mini-cordel Lorena, a menina que não é loira nem morena, criado pelo marido, também foi parar no saquinho, para todo mundo guardar de recordação. Para arrematar, fitinha do Bonfim.

17.2.11

Festa baiana - O cardápio

Fazer acarajé estava fora de cogitação, por ser complicado e por não conhecer criança que goste. Por isso, para o cardápio da festa de 2 anos da Lorena pensei em coisas mais simples, como cocada e quindins. E como Tatuí é famosa pelos doces caseiros, foi fácil. Na Doceria Pingo Doce encomendei mini-bombocado, mini-quindim e cocadas branca e de leite condensado.
Como de costume, também encomendei os Cupcakes da Cris, que, desta vez, vieram travestidos com forminhas azuis, laço de rendinha e um desenho fofo de uma baianinha.
Lá do Mercado Modelo de Salvador comprei bananada, goiabada e cocada, daquelas vendidas como souvenirs, que vêm em caixinhas com fotos da Bahia. Os docinhos, misturados com paçoquinha Amor, ficaram dispostos na mesa.
Comprei refrigerante, claro, mas como a Lorena não toma refri, também comprei suco de caixinha e deixei na mesa uma groselha bem geladinha. As crianças adoraram a torneirinha do vidro que emprestei da comadre Fran (comprado na Tabatinguera, no centro de SP!).
Além do cachorro quente básico de todas as festas, teve tapioca! Para isso, contratei a dona Maria, mais conhecida como Preta. A Preta é uma simpatia só, começou trabalhando na rua com um carrinho e agora ela tem um box na Praça de Alimentação da Prefeitura, em frente à Praça da Santa. Decidimos fazer tapioca de apenas 2 sabores: presunto e queijo e leite condensado com coco. Foi um sucesso.
E para fotografar todos os detalhes, eu chamei a Rebeca Protta, que, além de trabalhar no escritório do marido, é fotógrafa. Olha aqui o blog dela e algumas das muitas fotos lindas que ela tirou.

16.2.11

Festa baiana - A decoração

Depois de unir o útil ao agradável e fazer as compras para a festa de 2 anos da Lorena no Mercado Modelo de Salvador, é claro que eu nem precisei ir à 25 de Março. E não ir à 25 de Março em janeiro já é um alívio! Na bagagem das férias eu trouxe o principal da decoração: dois caminhos de mesa de renda, muitas fitinhas do Senhor do Bonfim, algumas bonecas e docinhos.
A primeira coisa que quis foi aquela baianinha conhecida como "rica e pobre". Eu tive uma dessas quando criança e amava. Mas não foi tão fácil encontrá-la, só achei na loja da Aida, no Pelô, a mesma onde comprei a fantasia de baianinha. De um lado, a baiana "rica" com roupa de renda; do outro, a "pobre", com vestido de chita.
Para dispor os quindins, bombocados e cocadas, comprei duas peneiras em uma casa agropecuária de Tatuí, para fazer uma espécie de tabuleiro. Elas são bem simples e bem rústicas, então, cobri com guardanapos de linho, emprestados da amiga Paty! Do Mercado Modelo também trouxe quatro pretinhas charmosas, com vestidos bem coloridos de chita.
Cestas com frutas, vidrinhos com doces e cravos brancos, amarrados com fitinhas azuis do Bonfim, preencheram a mesa do bolo.
Uma coisa que estava doida para fazer eram esses pompons de papel de seda. A Fátima fez no aniversário do Théo e garantiu que era simples. E é mesmo - joga no Google que você acha o passo-a-passo. Mas como em casa não dá para fazer decoração aérea (sem alugar um andaime), pois o pé-direito da minha casa é de sete metros, eu acabei pendurando os pompons entre a sala e o quintal.
O marido entrou no clima também e fez, além dos pompons, um mini-cordel especial para a Lorena. A história Lorena, a menina que não é loira nem morena foi toda ilustrada por ele, com rimas lindas e conta um pouco da história da nossa pequena, que adora praia, mar e peixes. Penduramos o cordel como de costume, com barbante e pregadores de madeira, na porta de entrada e na porta de vidro, ao lado dos pompons.
Para o delírio da pequena, eu ainda recortei mais de 100 peixes em papel Contact azul e colei nos vidros da minha casa, que também pode ser chamada de aquário gigante. Quando viu, a Lorena ficou doida, gostou tanto que eu ainda nem tirei todos.
No lavabo, mais detalhes. Adesivei a pia com os mesmos peixes (não tinha fim de peixes!) e, encobrindo as toalhinhas, um pano de prato de baianinha que comprei no Mercado Modelo. Garrafinha com cravo, uma cesta com fitinhas do Bonfim (não tinha fim de fitinhas!) e uma mulata de papal marché que comprei há anos em Embu também foram para a bancada.
No quintal, toalhas de chita e almofadões do mesmo tecido, mesa com canetinhas, giz de cera para as crianças pintarem, brinquedos espalhados, piscina cheia de bóias e, no céu, um sol arretado, como na terra de São Salvador.
* Fotos minhas e da querida Rebeca Protta, fotógrafa que recomendo fortemente.