10.2.10

Mugaritz

Nunca contei para vocês minha experiência vivida no Mugaritz, restaurante estrelado localizado no norte da Espanha. Em 2006, tive a oportunidade que poucos têm, de ser aprendiz do cozinheiro Andoni Luiz Aduriz e passei um tempo vendo, vivendo e comendo todas as sua experiências.

Lá no "laboratório" do Andoni, tudo deve sair perfeito - e sai. Os cortes dos legumes milimétricos, os peixes e crustáceos manuseados numa cozinha-geladeira, onde o ambiente está sempre com temperaturas baixas para não haver perigo de contaminação. Por causa disso, passei muito frio, já que não havia coletes térmicos e era uma briga para conseguir um deles todos os dias! As cocções, os salteados, os braseados, os assados, tudo monitorado como se fosse uma experiência de laboratório mesmo.

Quase tudo chegava vivo à cozinha, principalmente as lagostas, que ficavam vivinhas dentro das câmaras frigoríficas esperando sua vez de virar prato. E, até elas virarem prato, tínhamos que desviar das bichinhas, que ficavam morrendo de vontade fugir quando entrávamos na câmara. Nas montagens dos pratos, o cuidado era tanto que, em vez de cozinheiros, parecíamos médicos equipados com pinças, espátulas, facas afiadíssimas, papéis higiênizados nas mãos, para montar um ou cem pratos perfeitamentes iguais.

Claro que toda essa disciplina vinha acompanhada de muito rigor. Na cozinha de Andoni não se pode conversar, rir, cantar, contar piadas. Então, inicialmente, para mim foi um choque, já que nossas cozinhas brasileiras são muito diferentes. Tudo o que tínhamos que fazer lá era trabalhar - e com perfeição. Foi uma experiência maravilhosa e muita rica, aprendi que a perfeição sempre está acompanhada de muita dedicação e, principalmente, diciplina, seja na cozinha ou em qualquer outra área da nossa vida.

Agora que vocês sabem um pouquinho como funciona os bastidores, confiram o espetáculo no blog da Alê Blanco. Ela esteve no Mugaritz e conta tudo com detalhe sobre seu almoço. Confesso que fiquei com muita saudade da época que estive lá!

9.2.10

1 ano da Lorena - A decoração

Quando peguei a estrada rumo à 25 de Março com minha amiga, vizinha e boleira oficial Cris, sabia mais o que eu não queria para a festa da minha pequena do que o que eu queria. Não queria painéis de isopor, nem profusão de babados. Aproveitei do fato da Lorena ainda não falar para decidir por ela que a festa seria bem simples e sem personagens da TV. Seria também em casa, sem cama elástica, piscina de bolinha ou arco de bexigas.
Fui com a idéia de comprar tudo de bolinha que visse pela frente e coordenar as cores de acordo com o tecido que escolheria entre as mil opções de tecidos de bolinha do Fernando Maluhy. Dei uma olhada rápida nas prateleiras da Matsumoto, sem muita empolgação. O jeito foi ir ver os tecidos do seu Fernando antes de começar as compras. Pois estava eu lá esperando a minha senha aparecer no painel quando eu e Cris avistamos um tecido colorido cheio de corações sobrepostos. De cara vimos que aquele era o tecido da festa, mas tivemos alguns minutos de suspense quando uma pessoa comprou todo o rolo que havia na loja. Por sorte, havia mais tecido no estoque e saímos de lá com 4 metros do tecido mais lindo do pedaço, para forrar a mesa do jardim e metade da minha mesa de jantar que, de tão linda, nunca pode ficar totalmente coberta.
Saímos de lá animadas e já estava pensando em comprar pratos e copos de diversas cores quando, por acaso, encontrei a minha mais nova paixão da 25, o Armarinho Universal. A loja tem de de tudo um pouco, mas começou a importar artigos de festa e pretende nos próximos meses abrir uma loja só de festas. É uma espécie de Rica Festa para gente não tão rica. Em vez de pagar R$ 13 por 8 pratinhos de bolinha, lá você paga R$ 3. São ainda poucas opções, mas havia um kit de onça pink para deixar qualquer festa de menina-moça incrível. Ah, o mais importante, lá tinha pratos com coraçõeszinhos... e guardanapo, e bexigonas de coração, e saquinho de lembrancinha. Fiz a festa, literalmente, e dei pulinhos de alegria. Depois foi só voltar ao Matsumoto para comprar os copos coloridos de acrílico, que só lá tem. Para compor a mesa, peguei emprestado as panelinhas que eu mesma dei para a Laurinha, que veio de Sampa para a festa e ficou hospedada em casa. E, para as bexigas não voarem, amarrei o fitilho em pedras que peguei no meu jardim. A fita crepe não segurou e a pedra ainda deu um charme a mais para a minha decoração mambembe.

8.2.10

1 ano da Lorena

Tem sempre aquela história que festa de 1 ano é para os pais, não para a criança e foi por isso que tinha decidido não fazer nada no aniversário da Lorena. Mas a festa de 1 ano não é para os pais: é para os avós, para as tias, para os padrinhos, para os amigos, para os filhos dos amigos... E por causa da cobrança deles decidi trocar meus planos. Em vez do piquenique no bosque que havia planejado para dois pares de crianças amigas, decidi fazer uma festa, de fato. E como sempre acontece aqui em casa, a festinha virou festão, com 85 convidados. E, como também sempre acontece, tudo foi feito de última hora, em uma semana e meia, mais precisamente. Decidi na terça que iria fazer a festa, na quarta rumei para a 25 de Março, na quinta fui à costureira para fazer as toalhas, na sexta decidi fazer um convitinho, no sábado busquei e distribuí os convitinhos, no começo da semana encomendei o bolo, os docinhos, os lanchinhos, as bebidas, encontrei uma dupla de recreadoras ótima na quarta, na sexta decidi chamar alguém para me ajudar com o cachorro-quente e, no dia da festa, sábado, ao meio dia, encontrei, finalmente, alguém para encher as bexigas com gás hélio. Deu tudo certo, foi uma delícia e, melhor, as crianças adoraram e a Lorena aproveitou muito.

7.2.10

Olsen

Além do Bar 6, um dos lugares que queria conhecer em Buenos Aires era o restaurante Olsen. Já tinha lido boas críticas a respeito, sobre como o lugar era agradável e como a comida, de influência nórdica, era gostosa. Caminhando por Palermo Hollywood passamos por acaso em frente ao restaurante e, logo de cara, comprovamos o quão o Olsen é gostoso. Ao passar pela porta toda de ripa de madeira, vimos algumas pessoas sentadas no jardim, comendo e bebendo sob o sol. Voltamos para lá no mesmo dia, mas para jantar.
O Olsen não impressiona só quem gosta de boa comida, mas quem gosta de arquitetura e design. Das poltronas no deck, à lareira do salão principal, que tem pé direito altíssimo, passando pelo "pino" de madeira onde são servidos os bagels, o saleiro e pimenteiro, tudo é lindo e criativo (não encontrei o site do Olsen Buenos Aires, mas o de Madri você pode ver aqui). Assim como o Bar 6, o salão é um amplo galpão, sofisticado e aconchegante, música gostosa, garçons jovens e moderninhos.
Como um bom restaurante escandinavo, o que não poderia faltar é vodca. São dezenas de opções, algumas delas servidas com o típico Smorrebrod, provado pelo destemperado Diogo. No cardápio, ainda tem vários sanduíches e pratos de responsa. Opções de peixes, a maioria defumados, e carnes fortes. Eu quis me arriscar no pescoço de porco com geléia de frutas vermelhas e purê de batata e adorei, mas também fiquei tentada pelo prato do marido, um cordeiro com batata assada que estava desmanchando. Em vez de vodca, escolhemos um vinho. Foi uma noite super agradável, saímos felizes e esperando uma próxima oportunidade para voltar. Muito bom.

* Aos domingos, o restaurante tem um brunch super concorrido. É melhor fazer reserva. End.: Rua Gorriti, 5.870, Palermo Hollywood. Tel.: 54 11 4776-7677.

5.2.10

Bacalhau à Rosa Holtz

É só falar que moro em Tatuí para completarem: "a terra da Vera Holtz!". Sim, a cidade da Vera Holtz, mas também da Rosa Holtz, da Regina Holtz, da Lú Holtz, da Ciça, do Mateus e de muitos outros Holtz. A Rosa é irmã da Vera e amiga da minha família. Semana passada, a Gabi esteve com ela e, do encontro, surgiu essa receita de cara de festa, de férias - ou de fim de semana.

Rê, todo verão a família Holtz vem à sua casa de verão em Mongaguá. A casa é antiga e simples, mas muito aconchegante, cheia de móveis antigos, uma varanda gostosa, onde a conversa rola solta. Agora que moro no litoral, tá virando tradição irmos até lá no verão visitar a tia Rosa e, de quebra, apreciar algumas delícias preparadas por ela, que é cozinheira de mão cheia! Desta vez comemos um bacalhau de forno maravilhoso. Vale a pena experimentar!

O que usar:
- postas de bacalhau maravilhosas (as dela foram compradas na Banca do Eli, filial do Mercadão em Tatuí);
- pimentões vermelho e amarelo;
- tomates;
- cebolas;
- azeitonas pretas;
- orégano;
- salsinha;
- azeite extra-virgem;
- sal e pimenta a gosto;
Note que os ingredientes são os mesmos das bacalhoadas feitas na panela, o que muda é o modo de cocção e a montagem.

Como fazer:
- Cozinhe as batatas cortadas em rodelas grossas para forrar o refratário;
- Parta as postas de bacalhau já dessalgada em pedaços grandes, sem desfiar;
- Em uma frigideira antiaderente, aqueça um fio bem generoso de azeite e frite os pedaços de bacalhau até que eles comecem a ficar douradinhos, com uma crostinha por fora. Frite aos poucos e vá colocando sobre as batatas;
- Na panela que fritou o bacalhau, com mais azeite, ponha os pimentões cortados com cebolinha e um pouco de orégano e deixe murchar. Reserve. Faça o mesmo com as cebolas;
- Feito isso é só montar. Fica assim: batatas, bacalhau, tomate em rodelas finas, pimentões, cebola e azeitonas pretas.
- Regue tudo com bastante azeite do bom e leve ao forno até que esteja borbulhando e as pontinhas das cebolas de cima estejam começando a ficar moreninhas;
- Para acompanhar, arroz branco e algumas torradinhas com azeite e orégano.

*Justiça seja feita, desta vez a tia Rosa contou com a ajuda de Regina Holtz e minha, que fiz as torradinhas a pedido do tio Gatinho (nota do interior: Gatinho é o apelido do marido da tia Rosa; ele é irmão do Gato...).

4.2.10

Restaurante Camarões, Natal

Também em Natal, o restaurante Camarões é a opção que não vai escapar de você. Se você pedir uma dica de restaurante para um taxista, provalvelmente ele te levará em um restaurante Camarões, que conta com três unidades e é um dos mais conhecidos de lá. Como sou fã número 1 de camarão e cia, foi o primeiro restaurante que fui ao chegar em Natal. Conheci a construção mais recente deles, em Ponta Negra, muito bonito. Apesar de imenso, sempre há fila de espera, mas nunca passa de 15 minutos. Os garçons são atenciosos e o cardápio tem boas e várias opções. De entrada pedimos uma bruscheta de camarão com pesto, que estava divina, já o prato principal, uma chapa de legumes e camarão, apresentava um visual ótimo, mas de sabor sonso. Esperava mais. O prato serve de duas a três pessoas e custa em média R$ 50,00.
Bruscheta de camarão e pesto Chapa de legumes e camarão
*Rua Pedro Francisco Filho,8887 - Ponta Negra - Natal, RN.

2.2.10

Pudim de banana com calda de pera

A Cicera, que trabalha aqui em casa, viu essa receita na Ana Maria Braga e reproduziu à sua maneira. Sobremesa simples de fazer, refrescante, gostosa e a aparência é linda!

O que usar:
-3 pacotes de gelatina de morango (com 35g cada);
-1/2 litro de água morna;
-250 ml de água gelada;
-3 bananas nanica amassadas com garfo.

Como fazer:
Numa tigela dissolva a gelatina de morango na água morna. Depois de dissolvida, junte a água gelada e misture. Acrescente as bananas e misture bem, Numa fôrma de pudim, untada com óleo coloque a mistura e leve para a geladeira por cerca de 4 horas.

Para a pera em calda:

O que usar:
-2 peras bem maduras em cubos;
-2 colheres (sopa) de açúcar;
-4 colheres (sopa) de água.

Como fazer:
Leve tudo ao fogo baixo, deixe cozinhar por 15 minutos e reserve.

Montagem:
Desenforme o pudim e sirva com a calda de pera.

1.2.10

Kit higiene para bebê

Quem é mãe sabe o quanto é difícil encontrar kit higiene para bebê que tenha alguma graça. Das lojas mais sofisticadas às da 25 de Março, o que se vê é aquela bandeja de vime branca, sem graça, que custa o olho da cara. Com uma bandeja e três potinhos simples - e alguma habilidade - você pode fazer um kit como esse, que a tia Fran fez para o quarto da Lorena. Comprei o material em uma loja de artesanato, pintei de branco e entreguei para a tia Fran com alguns retalhos do enxoval. Se você não for tão artista e não conseguir fazer o desenho na bandeja, cubra o fundo todo com uma estampa. Para não correr o risco de estragá-lo, encomende um vidro na mesma medida. Para compor o kit, usei um bowl de porcelana branca e uma garrafa térmica que já tinha em casa.

* Aqui, no blog da Coisas da Doris, você vê outras opções criativas.

30.1.10

Eterna Tubaína

Aqui no meu confessionário, posso me abrir e contar meus gostos e preferências, que para alguns pode parecer meio "trash" e, para outros nem tanto! Na confissão de hoje, venho expor o meu A-M-O-R por Tubaína e a minha felicidade de encontrar essa linda garrafinha long neck na prateleira do supermercado St Marche. Além de ter um rotulo retrô lindo, ela é zero!

*A Tubaína da foto, na verdade, é uma Itubaína, da Schincariol. Para saber onde encontrá-la ligue no 0800 771 0123.

29.1.10

Marenosso, Centro de Turismo de Natal

Não imaginei que a comida mais saborosa e bem feita de Natal, eu comeria num simples restaurante. Dentro do Centro de Turismo de Natal, localizado no alto de uma duna no bairro de Petrópolis, de onde se tem uma bela vista do mar e do rio Potengi, o Restaurante Marenosso, tem o mesmo cardápio dos outros restaurantes com pratos regionais como a carne-de-sol com queijo, o camarão à grega, etc. Porém, lá você pode degustar os mais famosos bolinhos de macaxeira recheados com carne-de-sol, queijo coalho e camarão das "tias" Lúcia e Xica, que há mais de 26 anos é sucesso entre os visitantes.

O prédio no estilo neoclássico já abrigou no passado uma prisão, até que, há 30 anos, foi todo recuperado e se transformou no Centro de Turismo de Natal. Além de comer bem, você pode comprar os artesanatos da região, que também são uma beleza - voltei com 3 toalhas de mesa dentro da mala, uma rede, peixes de madeira...!
Interior do Centro de Turismo de Natal.Os deliciosos bolinhos de macaxeira.
Uma das "tias" famosas.
Camarão á grega.
O prato do marido era uma espécie de moqueca.

* Rua Aderbal de Figueiredo, 980 / Natal-RN.

28.1.10

Sanduba à Subway

O Frango está em uma fase sandubas, como vocês podem perceber. E esse é mais um deles, que faz sucesso aqui em casa. Cidade do interior não tem lá muita opção. É por isso que desde que abriu por aqui o Subway - lanchonete que nunca fez parte parte do meu roll de preferências -, passei a saber de cor o seu cardápio. Gosto do de peito de peru com molho de mel e mostarda, do de peperone para dias mais trashs, mas o meu preferido é o frango teriaki, que não tem lá uma aparência bacana, mas é uma delícia.
Em casa, outro dia, fiz o meu teriaki. Refoguei uma cebola no shoyo e acrescentei peito de frango desfiado (e já temperado com pouco sal). Coloquei cenoura ralada e, com o frango ainda quente, montei na baguete (também aquecida no forninho) o frango, queijo prato, rúcula, tomate e cenoura. Reguei com azeite e pronto. Honesto e gostoso.

26.1.10

Da feira para a sala

Sabe aqueles bancos de madeira, bem acabadinhos, que sempre têm em obras? Era exatamente um deles que eu queria para a minha sala. Mas, como não encontrei nenhum, acabei pedindo para meu cunhado fazer para mim, com sobras de material da marcenaria dele.Quando estava indo até a marcenaria, vi uma senhorinha caminhando na direção do mercado de Tatuí, puxando um carrinho de feira verde, bem velho, mas que eu achei lindo! Passei reto, mas no, segundo seguinte, me arrependi. Dei meia volta, parei o carro, desci e me apresentei para a dona Maria. Disse ter adorado o carrinho de feira dela e perguntei se ela não me venderia. Dura na queda, ela falou que ia às compras e que precisaria do carrinho. Perguntei se ela não aceitava trocar por um novo. A senhora me olhou desconfiada, pensou... e, por fim, disse SIM!

Me vi em apuros e perguntei para dona Maria onde eu comprava um bom carrinho para fazermos a troca. De bate-pronto ela disse: - Carrinho bom, bom mesmo, só lá no Lazinho Soares (uma loja da cidade que vende de um tudo, de um tudo m-e-s-m-o!). Fui até lá e comprei um carrinho branco e novo. Voltei e entrei no mercado à procura da senhorinha.

Lógico que, pela minha cabeça, passou que ela ia fugir - e quando a encontrei percebi que, na dela, passou que eu não ia voltar. Entreguei-lhe o carrinho novo e ela começou a testá-lo: empurrava com uma mão, puxava de volta, trocava de mão e repetia tudo outra vez.
Depois de testar e aprovar, começou a me mostrar todos os defeitos do antigo: a roda gasta, a roda que enrosca, o araminho quebrado e o jeito certo de abrir sem emperrar. Para acabar logo com a agonia, eu disse:- dona Maria, a senhora está feliz com seu carrinho novo? Ela balançou a cabeça positivamente. Então, por mim, está tudo certo, também estou feliz com o meu verdinho.

E foi assim que este carrinho de feira verde "retrô" veio morar na minha sala, recheado de revistas, decorado pelo cachepô da Le Lis Blanc Casa, que ganhei de presente da Rê, e por uma hortência rosa. Ao lado do meu banco de obra, da minha pretinha de Caruaru, de alguns livros e de um porta retrato. Na parede estão as aquarelas que trouxe de Cartagena, Colômbia, e logo, logo o porta-chave de flores feito de ferro, minha última aquisição.

24.1.10

Cozinha dos sonhos

O Franguinho teve um encontro quase que secreto em dezembro passado. Sem saber como seria e quem iria, rumei para a sede da Unilever em São Paulo, para participar da inauguração do Studio Gourmet. Eu não imaginava que ali na Faria Lima havia, em meio a andares e andares de escritórios, um espaço de culinária tão bacana. A nova cozinha foi criada para testar as últimas tendências em culinária. Além da cozinha, há ainda uma estação especial, uma "sala de aula" com uma espécie de carrinhos de cachorro-quente equipadíssimo (e tinindo de novo) para os "alunos" fazerem a aula junto com o professor... Enfim, um sonho! Lá descobrimos que os engenheiros da Unilever já criaram um fogão que só aquece superfícies de metal e gavetas refrigeradas. Mas o que eu fui fazer lá? Resumidamente, comer e jogar conversa fora com outros 9 blogueiros: Claúdia Midori, do Aventuras Gastronômicas; Dani Braun, do Braun Café; Faby Zanelati, do Rainhas do Lar; Gabi Bianco, do Casa da Gabi; Julia Reis, do Boa de Garfo; Lara Januário, do Sem Medida; Leandro Gonçalves, do Cozinha Pequena; Ricardo Cobra, do Homem na Cozinha, Tatiana Damberg, do Mixirica, e euzinha. E quer saber? Foi bom demais! Fomos convidados para assistir uma aula com as chefs da Unilever, Marina Paula e Ivy Oliveira, que desenvolvem as receitas das embalagens dos produtos (Sempre me perguntei como surgiam aquelas receitas).

Enquanto não parávamos de falar, nos foi servido receitas com Hellmann’s, Knorr, AdeS e Kibon. Teve cestinhas crocantes de kani com vegetais e molho de wasabi , carré de cordeiro com relisch de pepino e pera, entre outras delícias (O menu completo você confere aqui).

* Na foto retirada do blog da Unilever, blogueiros em polvorosa. E euzinha no canto direito, brincando de mímica. :)

22.1.10

Sanduíche de sardinha e piquillo

Muito comum na culinária espanhola, os pimentos del piquillo são uma espécie de pimentão vermelho adocicado feito em uma conserva de azeite. Vendidos em lojas de produtos importados, pode-se comê-los recheado também.

Em casa, dia desses, fiz deles um belo de um sanduba. Em uma vasilha, misturei duas latinhas de sardinha, pimentos del piquilo, cebola em rodelas, muita salsinha, pitada de sal e azeite. Recheei um pão português e pronto. Uma delícia.

21.1.10

Bar 6

Sabe quando você está de folga e não quer planejar a hora em que vai tomar café da manhã, almoçar ou jantar? Isso acontece com frequencia quando eu viajo e nem sempre me lembro de checar a que horas o restaurante em que quero ir fecha ou se ele serve só almoço ou jantar... Em Buenos Aires, um restaurante-café-bar para se ter na manga é o Bar 6, na Calle Armenia, em Palermo. Ele abre de segunda a sábado às 8 da matina, sem hora para fechar. Lá, você chega e opta se quer a carta de café da manhã, de almoço ou jantar. Praticamente um paraíso para turistas!Com apenas duas janelas para a rua e uma porta preta, de ferro, dá para passar por ele quase despercebido. Mas a entrada discreta esconde um enorme barracão, que consegue ser rústico e aconchegante ao mesmo tempo. A frieza das paredes de tijolo aparente e de cimento é quebrada por uma grande tapeçaria, pendurada logo na entrada, e por tapetes e poltronas de cores fortes, no melhor estilo rococó. O clima é tão descontraído que muita gente se sente em casa - e até tira os sapatos (no dia em que fui lá duas pessoas estavam descalças, largadas nos sofás e nas poltronas!). O público é o que trabalha nos arredores, muita gente aproveita para fazer ali, entre um café e outro, a reunião e não é difícil você se sentar ao lado de produtores de comerciais analisando fotos de casas para locação e storyboards. Palermo Hollywood, a parte do bairro repleta de produtoras e estúdios de rádio e TV, está ali ao lado, afinal.
O cardápio reflete o ambiente e é bem eclético. Saladas, massas, carnes.... A entrada é das mais simples, mas merece destaque: pães frescos com um patê* de beterraba de lamber os beiços. A nossa vontade era de almoço, por isso o marido foi de um clássico portenho, ojo de bife con salsa de mostaza a l'ancienne y pure rustico de papa y ajo e eu não me arrependi quando espichei o olho no prato da mesa vizinha (adoro fazer isso!) e quis um igualzinho: wok de arroz, vegetales y pollo. Divino, uma espécie de yakisoba mais natureba, com o arroz e os legumes al dente. Para acompanhar uma Quilmes e, de sobremesa, um belo mousse de chocolate meio amargo com farofinha de castanha. Para ir sempre, a qualquer hora.

* O patê, que não era patê, é feito somente com beterraba cozida triturada no processador com sal, pimenta e ervas frescas. Servido geladinho, é uma opção gostosa e saudável. Olha o que restou dele no fundo da foto do wok. Olha que cor linda!

20.1.10

Salpicão da Cris

Nem só de bolos fofinhos vive a Cris. Na véspera do Natal, ela me apresentou ao seu salpicão. Confesso que não sou lá muito fã de salpicão, mas estava tão suave, tão gostoso, que eu não via a hora de repetir a dose no almoço do dia 25. O segredo é que ela agrega creme de leite à maionese, então o salpicão fica super leve. Aliás, creme de leite é o que não falta na despensa da Cris, pois em toda receita de bolo que ela faz ela coloca creme de leite. Anotem a dica aí.

O que usar:
- 500 g peito de frango (desfiado e temperado);
- 6 batatas grandes cozidas;
- 2 cenouras grandes cruas;
- 2 maçãs verde;
- 150 g uva passa;
- 1 pote de maionese (500 g);
- 1 cx de creme de leite;
- 3 limões (para não escurecer a maçã);
- sal a gosto;

Como fazer:
Cozinhe o peito de frango com cebola, alho, sal e temperos da sua escolha. O frango tem que ficar bem temperadinho. Depois que ele esfriar, desfie o frango. Cozinhe as batatas em cubinhos e adicione sal. Pique as maçãs em cubinhos e a deixe de molho no suco de três limões para que ela não escureça, por, no mínimo, 30 minutos.
Escorra a maçã do limão e, em uma travessa, misture a massa, o frango, a batata, a cenoura ralada crua e as passas. Faça uma mistura da maionese com o creme de leite e agregue. Prove o sal e leve à geladeira. Geladinho com uma carne assada fica bom demais!

* A Fran também já colocou aqui a sua receita de salpicão.
** No salpicão do Natal, a Cris usou um pouco menos de frango, já que em casa meu pai não gosta de frango. Pois papai comeu e super aprovou o salpicão da Cris! :)

19.1.10

Tábua de Carne - Natal

Se estiver em Natal, não deixe de comer no restaurante Tábua de Carne. Lá você vai encontrar um menu enxuto, porém apetitoso da comida local. O ambiente é bem amplo com uma área ótima para crianças. Nosso pedido foi a carne de sol à moda da casa. Nesse prato, que certamente serve até 4 pessoas, vem os seguintes e deliciosos acompanhamentos: feijão-verde, arroz de leite, pirão de queijo, vinagrete e macaxeira frita, esta última nem tão boa.
Paçoca e pirão de queijo - de comer ajoelhado!
Feijão verde e vinagrete
A tábua com a carne de sol

* Existem 4 unidades do restaurante, 2 em Natal, 1 em João Pessoa e 1 em Campina Grande. A que comi é a de Ponta Negra, localizada na Av. Eng. Roberto Freire, 3.241. Tel.: (84) 3642-1236.

18.1.10

Quarto da Lorena

O quarto da Lorena já saiu em revista, mas nunca tinha tirado fotos para colocá-lo aqui. Mas esse fim de semana, depois de trocar emails com a Doris, que tem uma loja de sonhos nos Jardins, a Coisas da Doris, acabei fotografando-o para enviar a ela. As fotos estão lá no blog da Doris e agora também aqui. O projeto e a marcenaria são do marido Flávio Vila Nova.
Um galho, fita de cetim e letras de tecido formam a porta da maternidade. A ideia eu peguei na internet e pedi para a artesã Bia Gasparian executar. Parede cinza claro e adesivo de galhos, comprado na internet, na ArtStick.
A gaiola lindinha é Coisas da Doris e eu comprei um pouco antes de ir para a maternidade. De verdade. Fui à médica e ela me disse que a Lorena iria nascer em 24 horas, mas era para eu andar, para acelerar o trabalho de parto. E foi o que eu fiz, fui bater perna e comprar a gaiolinha que tanto queria. Depois, o marido prendeu-a com um cabo de aço. Na mesinha, quebra cabeça de girafa da feirinha da Recoleta, quebra-cabeça de fazendinha do amigo prendado Fre, arca de Noé, boneca da Orienta Vida e porta-retrato de 1,99. Detalhe para a mesinha que tem puxador vasado de passarinho e baú com rodinhas embutido, para guardar os brinquedos da pequena.
A mesinha rococó é da marcenaria do marido, o abajur e as casinhas de passarinhos foi a tia Fran prendada quem fez. Na 25 de Março, achamos alguns modelos de casinha de passarinho, daí fomos na loja Fernando Maluhy e compramos mil tecidos para forrá-las. Poltrona e bonecas da TokStok e porta-retrato laranja de loja de 1,99.
Olha o berço-vagão que o marido criou para a Lorena. Tem rodonas e até "engate". O divino foi presente da tia Fran prendada. Enxoval Panacéia.
Esse cantinho é um dos meus preferidos e sempre mudo a roupa que fica pendurada. Ora é um vestido de festa, ora uma calça jeans. Esses dias pendurei esse vestido mexicano que trouxe de Buenos Aires para a pequena (É da Rapsodia, loja que está na lista de lojas bacanas de Bues que fiz aqui). Cadeira spaguetti Fernando Jaeger, ganchinhos da Corporação de Ofícios, cesta jabá de coletiva de imprensa e mil bichinhos.
Atrás da porta, o marido criou uma mini-biblioteca. Colocamos a estande com livros em uma altura bem baixa, para a Lorena conseguir acessá-la. Ela, com menos de um ano, já se pendura ali para puxar livrinhos e revistinhas. No trinco da porta, lembrancinhas de passarinho, que distribui na maternidade. Peso de porta de galinha que ganhei de presente, de alguma feirinha de artesanato.

* Aqui, no post Quarto de Revista, você confere a matéria da Cláudia Bebê sobre o quarto da pituca.

17.1.10

Na marmita

Olha que bacana essa marmita que o marido ganhou de Natal da Mari, a irmã prendada. Eu amei a embalagem e fiquei com vontade de sair por aí dando presentes dentro de marmitas!
Dentro dessa quentinha, veio um avental (que nunca é demais) fofo. O avental-marmita é da Via Mundi, da rede Imaginarium. * Não escondo de ninguém que não sou prendada. Mas tem gente, como a Marina Mott, que é. Olhem as marmitas que ela faz! Desse jeito fica até chique pedir uma quentinha...

16.1.10

Vermelho

14.1.10

Chutney de manga

O chutney de manga pode ser usado com carnes como porco, peru, frango e também frutos do mar. O preparo é moleza e o resutado é divino.

O que usar:
- 2 mangas maduras em cubos grandes;
- 1 xíc. de vinagre branco;
- 1 xíc. de açúcar metade refinado, metade mascavo;
- 2 canelas em pau.

Deixe cozinhar em fogo baixo todos os ingredientes até começar a desfazer a manga, cerca de 50 minutos.

Em seguida, misture:
- 1/2 xíc. de uvas passas;
- 1 pimenta vermelha bem picadinha.

Cozinhe por mais 20 minutos. Retire a canela em pau e sirva.

13.1.10

Kit de jardinagem

Tudo bem que é bacana dar presentes ecológicos, o difícil é encontrar opções fofas e úteis. Por isso achei o máximo essa kit de jardinagem que a minha amiga Alê deu de lembrancinha no aniversário de 1 ano da sua filhota Victoria. Ela guardou as latas de leite e, depois, pediu para sua cunhada desenvolver uma lembrancinha. E olha aí o resultado que fofo! Uma lata personalizada com fotos da Victorinha e, dentro, um saquinho de terra, vasinho e sementes em envelope também personalizado. A lata pode virar um cachepô ou ainda ser usada para guardar mantimentos, cacarecos e afins. Para embalar as lembrancinhas, saco de pão! Original e lindo, não?

* A cunhada da Alê tem uma empresa de lembrancinhas em Curitiba, olha o site do Atelier Arroz di Festa aqui. Para encomendar ou para as prendadas tiraram mais idéias.
** Tudo bem que o rótulo da lata ficou bem elaborado, mas acho que dá para pensar em outra idéia, não? A aniversariante poderia fazer um desenho para os convidados, por exemplo.