A música estava ótima, os dançarinos, que se trocavam atrás de um pano preto a poucos metros da nossa mesa, sintonizadíssimos. Começamos achando tudo aquilo muito estranho, mas agradável, e saímos de lá emocionados. Nas últimas músicas já estava em êxtase e fui arematada por um grand finale. Primeiro, Por una Cabeza (Perfume de Mulher); depois, Adios Noninos, de Piazolla. Nesta, no final, se acenderam luzinhas de Natal no teto. Algo bem primário, mas que casou perfeitamente com o ambiente. Acabei comprando um CD na livraria El Ateneo para guardar de recordação, já tentei escutar no carro, mas não foi a mesma coisa. Não consegui me transportar ao Cafe Homero e sentir novamente o amor e a dedicação com que todos trabalharam ali para que a minha noite fosse perfeita. Quando estiver por lá, não deixe de ir.* Infelizmente, logo depois que estive lá, o Café Homero fechou. Indiquei para vários amigos e nenhum deles conseguiu saber para onde o bar se mudou, se é que se mudou. Sumiu sem deixar pistas. Se alguém souber por onde andam os velhinhos do Café Homero ou tiver alguma indicação de casa de tango parecida, sem shows pirotécinicos, a dica será bem-vinda.

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