Fim de semana de plantão também serve para novas descobertas. No plantão fatídico das 17 à meia noite, sabadão, comecei por um blog da colega que estava a menos de três passos, o Locutorius. Fiquei algumas páginas ali, gostei, mas logo pulei para outro, de um ex-repórter do Estadão, hoje Folha. Nenhuma página lida e saltei para um ex-JT, hoje dramaturgo. E por ali fiquei, me divertindo. Segue a dica do blog do Roveri, que escreve textos deliciosos e faz analogias como poucos.
"Não era muito legal gostar dos Carpenters. Naqueles anos, o mundo - ou pelo menos o mundo que eu conhecia - se dividia entre os mais saidinhos, que curtiam rock, e aqueles mais engajados, que só ouviam a MPB de protesto. Eu confesso, hoje de joelhos, que não entendia muito bem as canções do Chico Buarque e do Caetano Veloso, e ainda achava a voz da Elis Regina ardida e estridente demais - ainda mais se comparada com aquele pudim caseiro de leite condensado que era a voz da Karen Carpenter, a delícia das delícias. Depois a gente cresce, passa a entender melhor o Chico Buarque, e descobre numa bela madrugada de solidão que a Elis tinha a melhor voz do planeta. Mas não faz mal. Aquela fase dos Carpenters fica lá, guardadinha em algum lugar que, uma hora ou outra, a gente resolve visitar para ouvir Only Yesterday, Close to You e Please, Mr. Postman."
O texto completo aqui. Mas o mais divertido, sobre boa forma - ou a falta dela -, você lê aqui, no Barriga pra Dentro - a missão.
Tem mais sobre o Roveri aqui, na Wikipedia.
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