29.10.07

Ó o doooce!

Até hoje não consigo esquecer a voz grossa do vendedor de biju que, ora anunciava 'Ó o dôôôôce', ora dizia 'Ó o bijuuuu'. Sem falar no clap-clap da matraca que eles carregavam para cima e para baixo. Quando criança, também não pudia ouvir o fom-fom da buzina do carrinho de sorvete que corria para a rua. E não era o carrinho da Kibon que me esperava à porta, mas os sorvetes de groselha (que compro até hoje), de abacaxi e coco queimado. Tinha também as vendedoras de Yakult que passavam batendo de porta em porta. A imagem de dezenas de Yakult embalados dentro do carrinho fazia meu olho crescer. Não sei se era de fato, mas a lembrança que eu tenho é que Yakult era caríssimo. E vinha tão pouquinho - além daquela história que só podia beber um por dia. Isso me soa lenda urbana até hoje. Bom, só sei que eu abria logo e bebia tudo de uma vez, mas a Mari, minha irmã, acredito que só para depois tirar barato da minha cara, fazia furinho com palito de dente e ficara hooooras saboreando Yakult.
Que tempo bom! Não sei se as crianças que crescem - ou cresceram - em São Paulo tiveram isso. Nem mesmo se em Tatuí ainda tem essa oferta de vendedores ambulantes de infância. Fato é que quero tudo isso de volta - e agora!
* Foi pensando nisso que decidi comemorar os 35 aninhos do Maridón com pipoca, cachorro-quente, cajuzinho, beijinho, brigadeiro - e biritas diversas. Verei se alguma foto salva para colocar aqui parte da festança que foi até 5h30 da matina. Até lá.
** Esta foto tem crédito: Ly Rebello.

2 comentários:

gabigallo disse...

Re adorei o texto! Também tenho saudades das coisas boas da infância de Tatuir. Temo que meus sobrinhos não terão isso..rs Agora até sequestro relâmpago rola ali...na rua de cima! Bjo

Anônimo disse...

REEEE , o aniver estava o má-xi-mo ! E aquela pinga hein ... hahaha
Adorei o texto . Ahhh , a tiazinha do Yakult ainda bomba pelo centro da cidade , sempre compro !!!! rs

Beijão ,BEL