10.1.08

Vôngole Gallo

Que minha mãe sempre teve dotes culinários eu sempre soube, mas meu pai... Nem coar café ele sabe. Em casa, quando minha mãe ia viajar, ele comprava um Nescafé - e ficava reclamando de tudo, umas 3 ou 4 vezes ao dia. Mesmo sem nenhuma aptidão visível, papi, de tempos em tempos, se vangloriava de seu marisco. Que ninguém viu. Ou melhor, ninguém tinha visto. Foi nessa nossa temporada na praia que ele, em um ímpeto surpreendente, se arriscou no fogão. E o tal do vôngole, que mami comprou na Praia do Perequê, no Guaru, ficou divino...

Vôngole Gallo

É claro que papi não tem as medidas, mas não tem como errar. Despeje o vôngole em um caldeirão, ele irá soltando água, que se transformará naquele caldinho delicioso. Junte a cebola picadinha, depois tomate picado. O segredo é não colocar nadica de água. Quando os tomates estiverem já murchinhos e a cebola transparente, junte pimenta dedo de moça picada em pedacinhos e bastante salsinha. Coloque um copo de vinho branco dos bons e espere evaporar. Quando as conchinhas estiverem abertas, sinal que já está pronto. Todo o processo levará, em média, 50 minutos. Simples assim.

Ah, observação de dad: Não se atreva a abrir as conchinhas que ficaram fechadas. Isso é sinal de que ela não está boa. Se concentre nas que se abrem, ok? Beba com uma cervejinha bem gelada ou com um vinho branco, como o que tomamos, o Maria Gomes, da Mistral. Iupi!

4 comentários:

Fafá Gallo disse...

Vééééééri Goooooodi!!!!!!!!

alexandre jordão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gabigallo disse...

Divino, divino... e não é que foi ele mesmo que fez!!!!!!

Bean disse...

ai que fofooooo! amei esse post (sou super fã de posts familiares, vc deve ter percebido)