11.11.09

The el Bulli Experiment - I

Como será comer no restaurante número 1 do mundo? Pois foi essa pergunta que fizemos ao nosso querido amigo Keith quando ele esteve no el Bulli, na Costa Brava, Espanha, cidade que fica a cerca de duas horas de Barcelona. Para nossa alegria, ele resolveu escrever sobre as impressões que teve no “laboratório” de Ferran Adriá. Todas mesmo, já que o jantar no el Bulli - acompanhado por sua esposa e os pais dela - rendeu para o Frango cinco posts deliciosos. O primeiro deles você confere hoje e, os próximos, nas próximas semanas. Só para vocês entenderem, o Keith já morou no Brasil, mas é americano, casado com a Mônica, espanhola. Os dois moram em Barcelona. Abaixo, as primeiras impressões dessa grande experiência gastronômica.
O melhor restaurante no mundo, com três estrelas no Guia Michelin e mais de meio milhão de pedidos de reserva por ano para apenas oito mil lugares. Pratos que desafiam a física da química culinária, uma cozinha de dois milhões de euros de alta tecnologia com um exército de chefs ilustres, que pagam para descascar, raspar, congelar, emulsionar, gasificar e petrificar as criações do gênio da culinária Ferran Adriá.



Recentemente, em uma quarta-feira fresca de outubro, viajamos a Cala Montjoi de Barcelona para ter esse privilégio. Não parecia que estávamos indo jantar, mas sim indo para um grande evento, uma ópera, um autêntico food tourism. Coloquei um terno novo, peguei a câmera e lá fomos nós. Fazer parte desse grupo de turistas tão exclusivo me deu vergonha e acabei não falando para ninguém que tinha reserva no el Bulli, muito menos quanto esse tour custaria.A arquitetura humilde do restaurante, com a preservação da Masia antiga, de pedra e madeira, e a brisa que vinha da baía, que o rodeia, rapidamente nos fez esquecer que entrávamos no país das maravilhas, no laboratório do chef Adriá. Ao entrar na redoma do chef Adriá, acabamos deixando todas nossas convenções gastronômicas na porta.

Um espanhol, jovem e eficiente, confirmou nossa reserva e nos levou à cozinha do restaurante para olharmos a ação dos cozinheiros antes de nos sentar. Dezenas de uniformes brancos e mãos em alerta no lugar onde a mágica acontece. Orgulhoso, Adriá fiscalizava o trabalho, sem se esquecer de cumprimentar os convidados e posar para fotos.

Fiquei preparado para um assalto em meus gostos espanhóis simples. Não haveria nenhum chopp gelado ou grandes pratos de polvo. Muito menos jarras de sangria passando de mão em mão e respingando sobre pratos de paella. Nada de caroço de azeitonas nos cinzeiros, de pegar churrasco com a mão ou molhar o pão no molhinho que fica no prato. Esta seria uma maneira elegante, intensa, intelectual de jantar. Mas nós estávamos indo comer ou simplesmente admirar o alimento?

* Nas fotos, Keith, Monica e os pais delas acomodados nos domínios de Adriá; os preparativos na cozinha e, por fim, um click ao lado do super chef.
** Aqui, a experiência gastronômica de Keith detalhada em capítulos: The el Bulli Experiment IIThe el Bulli Experiment III, The el Bulli Experiment IV e The el Bulli Experiment V - A conta.

4 comentários:

Dani disse...

Essa é uma experiência que quero ter na vida. Mas que é pouco provável de acontecer. No aguardo dos próximos capítulos!
Abs

gabigallo disse...

Rê, que massa!!! To aqui morrendo de curiosidade!Parabéns ao frango!
Bjo

Flávia disse...

Que chiqueeee!!!

Flávio disse...

Kif!! Parabéns pelo texto!
(e pelo casamento!)
Da próxikma vez que vc for, me convida!
Abs,
Flavinho